Ws 2001/02

Auto Da Barca Do Inferno von Gil Vicente



Über das Stück

Auto Da Barca Do Inferno wurde von Gil Vicente (1465?-1537?) im Jahre 1517 fertiggestellt. Das Theaterstück hat seinen Schauplatz an einer Anlegestelle, wo zwei Schiffe vor Anker liegen: das eine, auf dem sich ein Engel befindet, segelt in das Paradies; das andere wird vom Teufel persönlich kommandiert und fährt geradewegs in die Hölle. Im Laufe des Stücks kommen in diesem "Typentheaterstück" nun mehrere Verstorbene aus unterschiedlichen gesellschaftlichen Schichten und Berufen zu den Schiffen. Selbstverständlich möchten alle Verstorbene in das Paradies segeln, aber hierzu muß zunächst der Engel überzeugt werden. In diesem Sinne versucht nun jeder der Toten, seine besten Eigenschaften zu sammeln und gute Argumente vorzubringen, doch letzten Endes müssen sich die meisten von ihnen geschlagen geben und auf das Schiff zur Hölle steigen.
Die unterhaltsamen Dialoge zwischen den verschiedenen Charakteren und dem Engel/Teufel sind dabei der besondere Reiz dieser portugiesischen mittelalterlichen Komödie.

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Mitwirkende

Schauspieler:
  • Radegunde Kempf
  • Melanie Grossmann
  • Cíntia Pereira de Godoy
  • Jochen Neubauer
  • Inga Müller
  • Benedikt Zwölfer
  • Susanne Schmidt
  • Jochen Plikat
  • Michael Wagner
  • Daniel Abou-Ras
  • Angela Geck
  • Julia Wennekamp
Special Guest: Rolf Heinrich

Regie: Beatriz de Medeiros Silva, Joachim Michael und Benedikt Zwölfer

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Aufführungen

Voraussichtliche Termine sind:
  • Freitag, 01. Februar 2002
  • Samstag, 02. Februar 2002
Beide Aufführungen finden voraussichtlich im Theatersaal des Rektoratgebäudes, Fahnenbergplatz 11, statt.

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Auto Da Barca Do Inferno (Auszüge)

Barqueiro mano, meus olhos,
prancha a Brísida Vaz.
ANJO: Eu não sei quem te cá traz...
BRI.: Peço-vo-lo de giolhos!
Cuidais que trago piolhos,
anjo de Deos, minha rosa?
Eu sô aquela preciosa
que dava as moças a molhos,

a que criava as meninas
pera os cónegos da Sé...
Passai-me, por vossa fé,
meu amor, minhas boninas,
olho de perlinhas finas!
E eu som apostolada,
angelada e martelada,
e fiz cousas mui divinas.

(...)

DIA.: E as peitas dos judeus
que a vossa mulher levava?
COR.: Isso eu não o tomava
eram lá percalços seus.
Nom som pecatus meus,
peccavit uxore mea.

DIA.: Et vobis quoque cum ea,
não temuistis Deus.

A largo modo adquiristis

sanguinis laboratorum
ignorantis peccatorum.
Ut quid eos non audistis?
COR.: Vós, arrais, nonne legistis
que o dar quebra os pinedos?
Os direitos estão quedos,
sed aliquid tradidistis...

(...)

JUD.: Porque nom irá o judeu
onde vai Brísida Vaz?
Ao senhor meirinho apraz?
Senhor meirinho, irei eu?
DIA.: E o fidalgo, quem lhe deu...
JUD.: O mando, dizês, do batel?
Corregedor, coronel,
castigai este sandeu!

Azará, pedra miúda,
lodo, chanto, fogo, lenha,
caganeira que te venha!
Má corrença que te acuda!
Par el Deu, que te sacuda
coa beca nos focinhos!
Fazes burla dos meirinhos?

CAV.: À barca, à barca segura,
barca bem guarnecida,
à barca, à barca da vida!

Senhores que trabalhais
pola vida transitória,
memória, por Deos, memória
deste temeroso cais!
À barca, à barca, mortais,
barca bem guarnecida,
à barca, à barca da vida!

Vigiai-vos, pecadores,
que, despois da sepultura,
neste rio está a ventura
de prazeres ou dolores!
À barca, à barca, senhores,
barca mui nobrecida,
à barca, à barca da vida!

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Fotos

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